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domingo, 26 de julho de 2009

" BLACK SABBATH "


Formado na Inglaterra, em 1968, o Black Sabbath foi pioneiro de um estilo copiado por inúmeras bandas nos anos 70 e 80: guitarras pesadas misturadas a temas sobrenaturais. A formação original era: Ozzy Osbourne (vocalista), Tony Iommi (guitarrista), Geezer Butler (baixista) e Bill Ward (baterista).

O primeiro álbum, homônimo, veio em 1969 conquistando fãs por todo o Reino Unido. O sucesso mundial veio com o segundo e clássico álbum Paranoid, que rendeu um disco de platina para a banda. Master of Reality, o terceiro álbum do Black Sabbath, foi lançado em 1971 e nos anos seguintes se seguiram os álbuns, todos de uma impressionante qualidade e com vendagens altíssimas - um sucesso absoluto.

Em 1979, uma mudança: o "front man" Ozzy Osbourne deixou a banda sendo substituído por Ronnie James Dio (ex-Elf e ex-Rainbow). Dio não deixou a peteca cair, ficando na banda até 1982 e gravando 3 álbuns. Sua saída do Sabbath não foi muito amigável. Outra mudança dessa época foi a troca de baterista: sai Bill Ward e entra Vinnie Appice.

Vinnie também saiu em 82, e Bill Ward voltou ao Sabbath. O novo vocalista veio diretamente do Deep Purple: Ian Gillan, quando gravaram o álbum Born Again. Mais mudanças no Black Sabbath: Gillan sai, outros tentam assumir o posto, sem sucesso. A banda encerra suas atividades.

Em 86, Iommi lança um disco que parece anunciar a volta do Sabbath: Black Sabbath featuring Tony Iommi, que conta com Glenn Hughes (ex-Deep Purple) como vocalista. Tony Martin assume o posto para as gravação de The Eternal Idol. Outros integrantes também são substituídos, e em 1992 um clássico chega às lojas: Dehumanizer, que conta com Dio novamente nos vocais.

O décimo oitavo álbum, Cross Purposes chega em 94 (qunado tocaram aqui, no Monsters). A formação da banda consistia de Tony Martin (de novo), Geezer Butler, Tony Iommi e Bobb Rondinelli na bateria. O Sabbath conquistou milhares de fãs por todo o mundo, vendeu milhões de cópias e continua sendo a lenda viva do heavy metal.

Em 1995 o Black Sabbath lançou Forbidden, com o destaque para as músicas The Illusion of Power, Get a Grip, Shaking Off The Chains e Sick and Tired. A formação da banda consistia de Tony Martin, Neil Murray (baixo), Tony Iommi e Cozy Powell (bateria). Cozzy Powel deixou a banda no meio da turnê americana e foi substituído por Bobby Rondinelli.

No ano seguinte saiu uma coletânea. Em 1998 hove uma volta da formação original, com Ozzy que resultou em Reunion, álbum ao vivo com os maiores sucessos do Sabbath e mais duas músicas inéditas gravadas em estúdio, Psycho Man e Selling my Soul. Uma turnê seguiu essa reunião e o Black Sabbath voltou a se separar.

" BOB DYLAN "

" BOB DYLAN "

Neto de imigrantes russos judeus, Dylan nasceu Robert Allen Zimmerman, no dia 24 de maio de 1941 em Duluth, Minnesota. Começou escrevendo poemas em torno dos dez anos de idade, e se auto instruiu em piano e guitarra no começo de sua adolescência. Caindo na mágica de Elvis Presley, Jerry Lee Lewis, e outras estrelas do rock, ele formou suas próprias bandas, incluindo o "Golden Chords and Elston Gunn" e "His Rock Boopers".

O jovem Zimmerman rumou à Universidade de Minnesota, em Minneapolis, no outono de 1959. As visões e sons da grande cidade abriram novos horizontes para ele, o inspirando a se aprofundar nas raízes do rock contemporâneo, ouvindo o trabalho de artistas de country, rock e folk, entre eles pioneiros como Hank Williams, Robert Johnson e Woody Guthrie.

O músico começou a se apresentar como artista solo, já com trabalho próprio, em bares locais, em posse de um violão e uma gaita, e expressando uma voz nasal que se tornaria sua marca registrada. Foi em torno dessa época, também, que ele adotou o nome artístico de Bob Dylan. No ano posterior, largou a universidade e mudou-se para Nova Iorque até que, em novembro de 1961, assinou seu primeiro contrato, com a Columbia Records. O resultado, lançado no início de 1962, foi um disco sombrio e obsessivo, que soava mais como o trabalho de um cantor negro de blues do que o de um jovem artista.

Mesmo tendo sido um álbum promissor, seu primeiro trabalho não preparou ninguém para a obra-prima que viria em seguida. “The Freewhellin´ Bob Dylan”, lançado no ano seguinte, trazia alguns dos hinos que embalaram os anos 60, como "Blowin´ in the Wind" e "A Hard Rain´s A-Gonna Fall.

O próximo álbum de Dylan, “The Times They Are A-Changin’”, manteve as expectativas e os destaques ficaram a faixa título e "The Lonesome Death of Hattie Carroll", ambas com fortes mensagens de protesto. Em 1964, chega “Another Side of Bob Dylan” um disco introspectivo, que fugia de rótulos e, no começo de 1965, o músico entra em estúdio com uma banda de nove integrantes para gravar “Bringin It All Back Home”, um álbum bastante variado, que trouxe clássicos como "Subterranean Homesick Blues", "Mr. Tambourine Man" e "It´s All Over Now, Baby Blue". Na seqüência veio “Highway 61 Revisited”, que trouxe o ‘hit’ "Like a Rolling Stone".

Um acidente quase fatal de moto no dia 29 de julho de 1966 acabou afastando Dylan do cenário musical por alguns meses, mas ele não se abalou e, após o country “Nashville Skyline”, o vocalista compõe um dos maiores sucessos de toda sua carreira, o single “Knockin´ on Heaven´s Door”, regravado posteriormente por diversos artistas. Continuando a ótima fase, o ao vivo “Before the Flood” chegou à terceira posição da parada da Billboard e “Blood on the Tracks” foi considerado um dos trabalhos mais importantes do compositor.

Outros discos também de fundamental importância foram “Desire” e “Slow Train Comming” e “Infidels”, de 1983, co-produzido por Mark Knopler, do Dire Straits. Durante toda a década de 80, Dylan se apresentou em grandes shows e continuou gravando discos regularmente, porém, sem o mesmo impacto de antigamente. Os anos 90 começam com algumas coletâneas e discos ao vivo até que, em 1995, é realizado o “MTV Unplugged”, que dá um novo ânimo ao artista.

Em 1997, Bob Dylan foi hospitalizado devido a um problema cardíaco, mas recuperou-se a tempo de se apresentar em Roma, numa performance presenciada pelo Papa João Paulo II. Em 2001, o inédito “Love and Theft” chega às lojas e mostra que, apesar do tempo de estrada, o músico ainda tem criatividade de sobra e o álbum é indicado ao Grammy como o melhor disco do ano.